" O Amor é essencial, O Sexo, acidente;Pode ser igual, Pode ser diferente"
Fernando Pessoa

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Beijo entre homens



Depois de beijo lésbico em Amor e Revolução, autor prepara o público para assistir cena de beijo entre homens.
 
Por Redação MundoMais


Depois do beijo lésbico entre Gisele Tigre e Luciana Vendramini em Amor e Revolução, um outro beijo gay vai acontecer, desta vez entre personagens homens.
Para não assustar o telespectador, o autor da novela decidiu avisar o público antes. Vai aparecer a voz de um locutor dizendo que na cena seguinte haverá um beijo gay.
A cena, segundo o autor da novela, Tiago Santiago, está escrita. Os atores que quebrarão o tabu na TV brasileira são Carlos Thiré e Lui Mendes (foto), que interpretam Duarte e Jeová na trama.
Previsto para ir ao ar até o início de julho, o romance entre Jeová e Duarte acontecerá aos poucos. E não deve ser nada escandaloso.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Queda da lei homofóbica na Uganda!


A lei que prevê a pena de morte para gays foi barrada após petição de mais de 1,6 milhão de assinaturas pela Internet.
por Redação MundoMais

Frank Mugisha, líder da comunidade gay na Uganda.Frank Mugisha, líder da comunidade gay na Uganda.

A lei homofóbica da Uganda caiu! Parecia que seria aprovada na semana passada, mas depois da petição com 1,6 milhão de assinaturas entregues ao parlamento, das dezenas de milhares de chamadas telefônicas para os governos, das centenas de reportagens na mídia sobre a campanha e de uma manifestação global massiva, os políticos ugandenses desistiram da lei.
Estava prestes a ser aprovada -- extremistas religiosos tentaram aprovar a lei na quarta-feira (11), e então concordaram com uma sessão de emergência sem precedentes na sexta-feira (13). Mas a cada vez, no espaço de algumas horas, milhares de pessoas reagiram. Com esta manifestação, milhares de pessoas inocentes na comunidade gay da Uganda não acordam nessa manhã enfrentando a execução apenas por causa de quem escolheram amar.
Frank Mugisha, um corajoso líder da comunidade gay da Uganda, enviou ao site da Aavaz , que realiza as petições online, a seguinte mensagem:
Corajosos ativistas LGBT ugandenses e milhões de pessoas ao redor do mundo ficaram juntos e enfrentaram essa horrenda lei homofóbica. O apoio da comunidade global Avaaz pesou na balança para evitar que essa lei fosse adiante. A solidariedade global fez uma enorme diferença.
O Alto Representante da Secretaria de Negócios Estrangeiros da União Europeia também se manifestou:
Muito obrigado. Como vocês sabem, em grande parte graças ao lobby intensivo e esforço combinado de vocês, de outros representantes da sociedade civil, da União Europeia e outros governos, mais nossa delegação e embaixadas no local, a lei não foi apresentada ao parlamento esta manhã. (referindo-se à manhã de sexta-feira)
Essa luta não acabou. Os extremistas por trás dessa lei podem tentar novamente dentro de apenas 18 meses. Mas essa é a segunda vez que a manifestação global através de assinaturas online ajuda a derrubar essa lei. A Aavaz compromete-se a dar continuidade até que os 'propagadores do ódio' desistam.
Transformar as causas mais profundas da ignorância e do ódio por trás da homofobia é uma batalha histórica e de longo prazo, uma das grandes causas da nossa geração. Mas Uganda tornou-se uma linha de frente nessa batalha, e um símbolo poderoso. A vitória lá ecoa através de muitos outros lugares em que a esperança é extremamente necessária, mostrando que bondade, amor, tolerância e respeito podem derrotar ódio e ignorância.
Se você já votou, na página da Aavaz, avise seus amigos para que se manifestem. Para votar,
CLIQUE AQUI

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mais de 5 mil gays e um lindo arco-íris colorem Brasília na II Marcha Nacional LGBT

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Nesta quarta-feira, depois do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, mais de 5 mil militantes e simpatizantes da causa LGBT marcharam em Brasília em agradecimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que regulamentou a união gay e pedindo ao Congresso Nacional que aprove o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. A Esplanada dos Ministérios foi tomada por faixas e bandeiras do arco-íris, levadas por pessoas que vieram de caravanas de todas as regiões do país. No final do dia, um lindo arco-íris se formou em cima do Congresso, um prelúdio para a esperança dos LGBTs que pedem que o parlamento aprove o PLC 122, dando um basta no preconceito.

Os manifestantes estenderam as mãos e abraçaram o prédio do STF em agradecimento a decisão do dia 5 de maio. O evento também comemora o diz 17 de maio, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, que marca a retirada da homossexualidade da lista de doenças da Organização Mundial da Saúde, com a publicação da CID 10 em 1990.

Com o coro “Fora homofobia, homofobia fora, fora homofobia já chegou a sua hora”, os manifestantes pediam o fim da discriminação e a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia, tornado crime qualquer insulto, discriminação ou violência motivada por orientação sexual. O PL 122 altera a lei do racismo, incluindo, além da discriminação por orientação sexual, a discriminação por gênero, e ainda o preconceito contra idosos e deficientes.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Preta Gil afirma ser bissexual e fala em 'banda podre' entre os parlamentares

Brasília - Ao participar nesta terça-feira do 8º seminário LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) na Câmara dos Deputados, a cantora Preta Gil disse ser bissexual assumida e falou em "banda podre" entre os parlamentares. "Em todo lugar que a gente frequenta tem a banda podre. E aqui tem um deputado que é a banda podre. Eu não quero e não vou citar o nome dele, porque o que ele quer é Ibope, o que ele quer é aparecer às nossas custas", disse, sem afirmar se falava ou não de Jair Bolsonaro, um forte ativista contra a legalização dos direitos dos gays.
A cantora garantiu que vai "trabalhar para fazer com que ele não seja reeleito no Estado do Rio de Janeiro". Preta Gil foi convidada para o seminário depois de protagonizar uma polêmica com o deputado Bolsonaro, que, em entrevista ao programa CQC, da Bandeirantes, fez duras críticas à cantora, chamando-a de promíscua.
"Com esse episódio, não me sinto diminuída. Eu fui fortalecida. É assim que a gente vai saber a cara dos nossos inimigos, e a gente vai ter que lutar com eles. Mas a gente vai lutar com a alegria, com a música e, felizmente, com o Legislativo, que está aqui", disse a cantora.

Depois de dizer que é bissexual "com muito orgulho", Preta Gil afirmou que não tem nada a esconder. "Eu pago meus impostos, crio meu filho com dignidade". A cantora também fez uma crítica contra o que chamou de "pseudo-humoristas". "Brasília está sempre cheia de pseudo-humoristas, muitas vezes ajudando a expor, a esclarecer, outras vezes nem tanto. Muitas vezes colocando a gente pra baixo, diminuindo nossa autoestima".

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/05/17/preta-gil-afirma-ser-bissexual-e-fala-em-banda-podre-entre-os-parlamentares/

sábado, 14 de maio de 2011

Teresina terá casamento gay coletivo em praça pública na segunda-feira

 Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/14/teresina-tera-casamento-gay-coletivo-em-praca-publica-na-segunda-feira-924464845.asp#ixzz1MLPVvyqH © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.


TERESINA - Para aproveitar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu as uniões homoafetivas estáveis para aposentadoria, pensões e planos de saúde, gays do Piauí vão se casar nesta segunda-feira, na Praça João Luiz Ferreira, no centro de Teresina, em casamento coletivo organizado pelas entidades ativistas Grupo Matizes e Liga e Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) para lembrar o Dia Mundial de Combate à Homofobia.
A coordenadora geral do Grupo Matizes, Carmen Ribeiro, disse que partindo da ideia de que "gentileza gera gentileza", os militantes do Matizes e da LBL distribuirão flores para pessoas que estarão na praça no horário do ato.
Durante os casamentos gays haverá também apresentações artísticas, panfletagem e uma solenidade para lavratura de escritura pública de união estável de um casal de lésbicas.
Carmen Ribeiro disse que desde 2006 o Grupo Matizes realiza solenidades para registro coletivo de união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a de segunda-feira será diferente porque é a primeira vez que a solenidade ocorre em uma praça pública e a tabeliã do Cartório Themístocles Sampaio, de Teresina, estará na Praça João Luiz Ferreira para lavratura da escritura.
Segundo Carmen Ribeiro, Coordenadora Geral do Matizes, o objetivo da solenidade é dizer para a sociedade que as uniões homoafetivas são uma realidade e que casais de gays e de lésbicas se unem fundamentalmente pelo afeto, devendo ser respeitados em suas preferencias sexuais.
Ela falou que entre os anos de 1948 e 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificava a homossexualidade como um transtorno mental. Neste período, usava-se o termo "homossexualismo" para referir-se à orientação sexual de uma pessoa.
- Vale ressaltar que o sufixo 'ismo' significa 'doença', uma 'patologia - declarou Carmen Ribeiro.
Em 17 de maio de 1990, a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou e oficializou a retirada do Código 302.0 (Homossexualismo) da CID (Classificação Internacional de Doenças), e declarou oficialmente que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio".
Carmen Ribeiro declarou que a partir deste fato histórico o Movimento LGBT Mundial tem priorizado a propagação mundial do termo "homossexualidade" em vez de "homossexualismo".
- Por esta razão, o dia 17 de maio tornou-se uma data simbólica e histórica para o Movimento LGBT Mundial que incentiva a promoção de eventos de conscientização pública em todas as regiões do planeta, visando chamar a atenção das pessoas, principalmente de autoridades públicas e políticas, inclusive gestores públicos, para a necessidade cada vez mais urgente de combater e exterminar a homofobia, em suas mais diferentes formas de manifestação e ação (homofobia, lesbofobia e transfobia) e, assim, evitar que cada vez mais pessoas inocentes da sociedade continuem sendo brutal e covardemente assassinadas por causa de suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero - disse Carmen Ribeiro.
Ela falou que em 2010, segundo dados recentemente divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a homofobia matou, com extrema crueldade e violência, cerca de 260 homossexuais em território brasileiro.
- Esta, é uma realidade sangrenta que precisa ser extirpada - declarou.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

05/05/2011 20h30 - Atualizado em 05/05/2011 21h25

Supremo reconhece união estável de homossexuais

Casais gays podem ter assegurados direitos, como pensão e herança.
Em decisão unânime, ministros do STF defenderam os direitos de gays.

Débora Santos Do G1, em Brasília
Os ministros Ayres Britto, relator das ações sobre união homossexual, e Ricardo Lewandowski durante julgamento no Supremo (Foto: Dida Sampaio / Agência Estado) 
Os ministros Ayres Britto (dir), relator das ações
sobre união homossexual, e Ricardo Lewandowski
durante julgamento no Supremo (Foto: Dida
Sampaio / Agência Estado)

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, nesta quinta-feira (5) a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Na prática, as regras que valem para relações estáveis entre homens e mulheres serão aplicadas aos casais gays. Com a mudança, o Supremo cria um precedente que pode ser seguido pelas outras instâncias da Justiça e pela administração pública.
O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, concluiu a votação pedindo ao Congresso Nacional que regulamente as consequência da decisão do STF por meio de uma lei. “O Poder Legislativo, a partir de hoje, tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte seja justificada. Há, portanto, uma convocação que a decisão da Corte implica em relação ao Poder Legislativo para que assuma essa tarefa para a qual parece que até agora não se sentiu muito propensa a exercer”, afirmou Peluso.
De acordo com o Censo Demográfico 2010, o país tem mais de 60 mil casais homossexuais, que podem ter assegurados direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde, entre outros benefícios.
Em mais de dez horas de sessão, os ministros se revezaram na defesa do direito dos homossexuais à igualdade no tratamento dado pelo estado aos seus relacionamentos afetivos. O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira (4) para analisar duas ações sobre o tema propostas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.
Em seu voto, o ministro Ayres Britto, relator do caso, foi além dos pedidos feitos nas ações que pretendiam reconhecer a união estável homoafetiva. Baseada nesse voto, a decisão do Supremo sobre o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo pode viabilizar inclusive o casamento civil entre gays, que é direito garantido a casais em união estável.
A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido entre suas pessoas.
A lei, que estabelece normas para as uniões estáveis entre homens e mulheres, destaca entre os direitos e deveres do casal o respeito e a consideração mútuos, além da assistência moral e material recíproca.
Efeitos da decisãoA extensão dos efeitos da união estável aos casais gays, no entanto, não foi delimitada pelo tribunal. Durante o julgamento, o ministro Ricardo Lewandowski foi o único a fazer uma ressalva, ao afirmar que os direitos da união estável entre homem e mulher não devem ser os mesmos destinados aos homoafetivos. Um exemplo é o casamento civil.
“Entendo que uniões de pessoas do mesmo sexo, que se projetam no tempo e ostentam a marca da publicidade, devem ser reconhecidas pelo direito, pois dos fatos nasce o direito. Creio que se está diante de outra unidade familiar distinta das que caracterizam uniões estáveis heterossexuais”, disse Lewandowski.
“Não temos a capacidade de prever todas as relações concretas que demandam a aplicabilidade da nossa decisão. Vamos deixar isso para o caso a caso, nas instâncias comuns. A nossa decisão vale por si, sem precisar de legislação ou de adendos. Mas isso não é um fechar de portas para o Poder Legislativo, que é livre para dispor sobre tudo isso”, afirmou o relator do caso, ministro Ayres Britto.
"Esse julgamento marcará a vida deste país e imprimirá novos rumos à causa da homossexualidade. O julgamento de hoje representa um marco histórico na caminhada da comunidade homossexual. Eu diria um ponto de partida para outras conquistas", afirmou o ministro Celso de Mello.
Ministros do Supremo durante sessão sobre união entre homossexuais (Foto: Carlos Alberto / Imprensa STF) 
Ministros do Supremo durante sessão sobre união
entre homossexuais (Foto: Carlos Alberto /
Imprensa STF)
Julgamento

No primeiro dia de sessão, nove advogados de entidades participaram do julgamento. Sete delas defenderam o reconhecimento da união estável entre gays e outras duas argumentaram contra a legitimação.
A sessão foi retomada, nesta quinta, com o voto do ministro Luiz Fux. Para ele, não há razões que permitam impedir a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele argumentou que a união estável foi criada para reconhecer “famílias espontâneas”, independente da necessidade de aprovação por um juiz ou padre.
“Onde há sociedade há o direito. Se a sociedade evolui, o direito evolui. Os homoafetivos vieram aqui pleitear uma equiparação, que fossem reconhecidos à luz da comunhão que tem e acima de tudo porque querem erigir um projeto de vida. A Suprema Corte concederá aos homoafetivos mais que um projeto de vida, um projeto de felicidade”, afirmou Fux.
“Aqueles que fazem a opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados da maioria. As escolhas pessoais livres e legítimas são plurais na sociedade e assim terão de ser entendidas como válidas. (...) O direito existe para a vida não é a vida que existe para o direito. Contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
Preconceito
O repúdio ao preconceito e os argumentos de direito à igualdade, do princípio da dignidade humana e da garantia de liberdade fizeram parte das falas de todos os ministros do STF.
“O reconhecimento hoje pelo tribunal desses direitos responde a grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida. As sociedades se aperfeiçoam através de inúmeros mecanismos e um deles é a atuação do Poder Judiciário”, disse a ministra Ellen Gracie.
“Estamos aqui diante de uma situação de descompasso em que o Direito não foi capaz de acompanhar as profundas mudanças sociais. Essas uniões sempre existiram e sempre existirão. O que muda é a forma como as sociedades as enxergam e vão enxergar em cada parte do mundo. Houve uma significativa mudança de paradigmas nas últimas duas décadas”, ponderou Joaquim Barbosa.
O ministro Gilmar Mendes ponderou, no entanto, que não caberia, neste momento, delimitar os direitos que seriam consequências de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “As escolhas aqui são de fato dramáticas, difíceis. Me limito a reconhecer a existência dessa união, sem me pronunciar sobre outros desdobramentos”, afirmou.
Para Mendes, não reconhecer o direitos dos casais homossexuais estimula a discriminação. “O limbo jurídico inequivocamente contribui para que haja um quadro de maior discriminação, talvez contribua até mesmo para as práticas violentas de que temos noticia. É dever do estado de proteção e é dever da Corte Constitucional dar essa proteção se, de alguma forma, ela não foi engendrada ou concedida pelo órgão competente”, ponderou.
Duas ações
O plenário do STF concedeu, nesta quinta, pedidos feitos em duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo governo do estado do Rio de Janeiro.
A primeira, de caráter mais amplo, pediu o reconhecimento dos direitos civis de pessoas do mesmo sexo. Na segunda, o governo do Rio queria que o regime jurídico das uniões estáveis fosse aplicado aos casais homossexuais, para que servidores do governo estadual tivessem assegurados benefícios, como previdência e auxílio saúde.
O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento das ações. Ele se declarou impedido de votar porque, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/05/supremo-reconhece-uniao-estavel-de-homossexuais.html 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estudantes fazem ato contra homofobia no campus da UFMG. O evento reuniu cerca de 150 pessoas.

BELO HORIZONTE (MG) - Um ato contra a homofobia reuniu cerca de 150 pessoas, nesta quarta-feira (27), em frente ao gramado da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. Com a proposta de darem um ‘Beijaço Gay’, expressão que batizou o evento, universitários e simpatizantes da luta pela diversidade sexual marcaram um ponto de encontro pela internet. Alguns casais homossexuais cumpriram o combinado e deram beijos em protesto contra o preconceito.
Acho legal, para mostrar que não tem diferenças, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar, lembrou Marcela.Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe, falou.



Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe, falou.
O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. A gente quer igualdade, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo, dentro do ambiente acadêmico. É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável, falou.
Um grupo de estudantes do curso de Publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘eu sou gay’. Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade, falou Jullie Utsch, de 18 anos.
Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. Não é para chocar, é para responder de uma forma diferente, com afetividade, à atitudes de homofobia, falou Marcos Antunes, de 17 anos.
A presença de um repórter drag queen causou alvoroço. Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele é ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.
Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações, que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.


                                                              http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=2171

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alunos gays de Portugal estrelam campanha contra a homofobia.

Estrelas gays

por Redação MundoMais

Uma aluna lésbica ou aluno gay cercado dos colegas de turma. Uma frase dizendo que está todo mundo bem com o fato de eles serem homossexuais. Assim é a campanha contra o bullying escolar, lançada em Portugal.
Além das peças digitais e cartazes, a Rede Ex Aequo, responsável pela campanha, disponibiliza no seu site material educativo para promover a inclusão social nas escolas portuguesas.
Um desses materiais é voltado para os professores. Também está disponível um conteúdo esclarecendo dúvidas sobre o assunto e colocado um e-mail à disposição para contato com os internautas.
Material educativo da Rede Ex Aequo: www.rea.pt/arquivo/professores.pdf
E-mail: geral@rea.pt
Website: www.rea.pt




http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=2169

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Acampamento para afeminados


Jovens foram indicados por suas escolas para um “tratamento” contra a homossexualidade. País proíbe relações homossexuais.
por Redação MundoMais

MALÁSIA - O jornal New Straits Times afirmou que um grupo de 66 adolescentes malaios com 'tendências afeminadas' será enviado a um acampamento, com o objetivo de 'passar por uma reeducação'.
O jornal credita a informação a autoridades da Malásia, país que não tolera a homossexualidade.
Segundo o Departamento de Educação do Estado de Terengganu, o acampamento começou a funcionar no último domingo. Os jovens enviados ao local foram indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a 'denunciar alunos que pudessem ser gays'.
A Malásia considera ilegais as relações entre pessoas do mesmo sexo. Homossexuais malaios denunciam medidas do governo que consideram discriminatórias, como, por exemplo, a pena de 20 anos de prisão por sodomia.
De acordo com o New Straits Times, os estudantes terão aulas de educação física e religião, conduzidas por 'palestrantes motivacionais'.
O diretor do departamento, Razali Daud, disse ao New Straits Times que, embora os 'sintomas' variem, o comportamento dos 66 jovens - todos estudantes do ensino médio - 'não são comuns para rapazes normais desta idade'.
"Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas", afirmou Daud.
"Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando mak nyah (travestis) ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número", disse.
A entidade malaia Grupo Unido de Ação para a Igualdade de Gêneros (JAG, sigla em inglês) afirmou, em comunicado publicado pelo site de notícias The Malaysian Insider, que a medida vai contra os direitos humanos, além de promover a homofobia e o preconceito.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ex-skinhead mudou de sexo e quer lutar pelos direitos homossexuais.

De skinhead a transex

por Redação MundoMais

Monika Strub:Hoje sou uma pessoa diferente.Monika Strub:Hoje sou uma pessoa diferente.


Ele era um skinhead, neonazista e incitador à morte de homossexuais e negros. Hoje é uma mulher transexual e chegou a se candidatar ao parlamento alemão para defender as minorias pelo partido socialista, mas não foi eleita, pois só atingiu 1,8% dos votos.
Ela, que hoje se chama Monika Strub e tem 35 anos, disse que decidiu deixar para trás não só o sexo com que nasceu, como as suas ligações com o Partido Nacionalista.
Segundo aquilo que descreve no site que tem o seu nome, a transexual explica que logo cedo foi confrontada com a exclusão. "Porque, embora fosse homem, sentia-me como mulher. Mas, mesmo não me sendo permitido, finalmente decidi, em 2007, passar a viver como uma mulher", lembra.
Atualmente, ela trabalha como fotógrafa em Estugarda (sudoeste da Alemanha). Monika assumiu o seu passado após ter aceitado um lugar nas listas do Die Linke, um movimento político de Esquerda composto por socialistas saídos do Partido do Socialismo Democrático, fundado em 2007. A candidata pelo estado federal de Bade-Vurtemberga foi pressionada pela revelação de fotos suas, de cabeça raspada, em encontros nacionalistas, onde apelava à morte de homossexuais.
Em declarações ao jornal "Orange News", Monika garante que do violento Horst Strub e das ligações ao NPD já nada existe, após ter realizado a mudança de sexo. "Não escondo o meu passado nem os fatos de ter sido homem e pertencer à extrema-Direita. Mas, hoje, sou uma honesta socialista", assegura.
Apoiada pelo companheiro, mudou de sexo em 2009, tendo confessado numa recente entrevista ao jornal alemão "Bild": "Queria viver como uma mulher e amar um homem. Isso não poderia existir no NPD. Os esquerdistas são agora a minha vida". "Sim, este é o meu passado. Mas hoje sou uma pessoa diferente. Tenho deitado fora todas as fotos dessa altura e outras queimo-as", acrescentou.

http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=2120

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reportagem do Esporte Espetacular mostra história de Valério, árbitro de futebol que também é travesti.

“Ele é minha amiga”

por Redação MundoMais

Valério, o árbitro. Valério, o árbitro.

Valeska, travestida. 
Valeska, travestida.



 O Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu na manhã deste domingo, 20, a história de coragem e vitória de Valério (ou Valeska), 32 anos, e árbitro de futebol amador.
“Você pode me chamar como queira, eu aceito qualquer nome, Valério ou Valeska, desde que me respeite, só isso. Só exijo isso” – diz para a reportagem no intervalo de um jogo em Beberibe, Ceará, cidade a 80km de Fortaleza.
Além de árbitro, Valério também coordena um projeto social chamado “Jovem Guia”, no qual ensina a jovens a profissão de guia turístico.
Na segunda parte da reportagem, ele mostra o seu outro lado, arrumando-se e transformando-se em Valeska.
“O preconceito na realidade nunca vai acabar. O preconceito anda junto com o amor, com o ódio e com a alegria. Não sei até quando vai o preconceito, mas eu não tenho medo dele. Eu o encaro como tudo na vida, como se fosse uma partida de futebol” – declara ao final da reportagem, que fecha com a mensagem “não ao preconceito” escrita em areia.
A reportagem deve ser encarada como uma vitória contra o preconceito, sempre presente neste esporte que é um dos mais machistas do mundo.

http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=2072

Drag Queens reúnem-se em partida de futebol contra a discriminação, na zona oeste de São Paulo.

Futebol das Drags

por Redação MundoMais

Silvetty Montilla, em sua atuação como juízaSilvetty Montilla, em sua atuação como juíza
Mais uma vez, atitudes de luta social ganham as ruas de São Paulo. O Futebol das Drag Queens aconteceu ontem, numa rua da Barra Funda (zona oeste), e reuniu crianças, gestantes e casais (homo e héteros) para assistirem à partida.Os organizadores e visitantes reconhecem que, além da diversão, o evento promove a diversidade sexual em São Paulo.
A atividade faz parte do calendário oficial da cidade e, no ano passado, atraiu cerca de duas mil pessoas, entre torcedores e fãs. A partida reúne times formados por drags, personalidades da noite e seus amigos, e o encerramento conta com shows e DJs da cena LGBT paulistana.
"É um evento interessante para divulgar a cultura gay", diz Denis Araújo, 38, enquanto assiste ao início da partida. Ele conta que participa do evento desde sua primeira edição, há 15 anos.
Um palco foi montado ao lado do campinho, para complementar a festa, que movimenta o comércio local. Após alguns minutos de jogo, a drag Michelly Summer faz a primeira apresentação, apostando no sertanejo.
A partida torna-se quase que secundária na festa, e algumas das regras do futebol são esquecidas. As drags do meio de campo não hesitam em pegar a bola com as mãos. A famosa transformista Silvetty Montilla atuou como juíza, arrancando boas gargalhadas do público com seus comentários. A platéia também contribuiu com a arbitragem.
O evento começou como uma forma de comemorar o aniversário da boate Blue Space, e ganhou forças com ações contra a homofobia, tendo apoio estrutural da Prefeitura de São Paulo.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Diversidade sexual e religião


Padre jesuíta afirma que é possível dialogar sobre o assunto.
por Redação MundoMais


Ao analisar a forma como a Igreja aborda temas como a diversidade sexual, o padre jesuíta Luís Corrêa Lima disse, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, que “nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT”. Ele relembra uma carta do Vaticano aos bispos, do ano de 1986, mencionando que “nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna”.
O pesquisador destaca, ainda, uma declaração do Papa Bento XVI, dizendo que “o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”. Segundo ele, o Papa acrescentou “que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo”.
Corrêa Lima frisa que não cabe “encaminhar os gays a terapias de reversão ou a ‘orações de cura’, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado. O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay”.
E completa: O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros.
Formado em Administração, Filosofia e Teologia, Luís Corrêa Lima também é mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio, onde é professor desde 2004, e doutor em História pela Universidade de Brasília – UnB. É autor de Teologia de Mercado – uma visão da economia mundial no tempo em que os economistas eram teólogos (Bauru: EDUSC, 2001).
Questionado sobre sua opinião acerca do que a fé cristã tem a dizer sobre a diversidade sexual, ele responde: Toda violência física ou verbal contra a diversidade é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. A oposição doutrinária que possa haver às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano. Deus criou a todos. O Cristo veio para todos e oferece o seu jugo leve e o seu fardo suave. Cabe a nós, com fidelidade criativa, conhecermos e darmos a conhecer estes dons divinos.

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