" O Amor é essencial, O Sexo, acidente;Pode ser igual, Pode ser diferente"
Fernando Pessoa

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Beijo entre homens



Depois de beijo lésbico em Amor e Revolução, autor prepara o público para assistir cena de beijo entre homens.
 
Por Redação MundoMais


Depois do beijo lésbico entre Gisele Tigre e Luciana Vendramini em Amor e Revolução, um outro beijo gay vai acontecer, desta vez entre personagens homens.
Para não assustar o telespectador, o autor da novela decidiu avisar o público antes. Vai aparecer a voz de um locutor dizendo que na cena seguinte haverá um beijo gay.
A cena, segundo o autor da novela, Tiago Santiago, está escrita. Os atores que quebrarão o tabu na TV brasileira são Carlos Thiré e Lui Mendes (foto), que interpretam Duarte e Jeová na trama.
Previsto para ir ao ar até o início de julho, o romance entre Jeová e Duarte acontecerá aos poucos. E não deve ser nada escandaloso.

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Manifestantes realizam passeata por lei contra homofobia em Brasília

Projeto de lei da Câmara torna crime discriminação por orientação sexual.
Passeata teve início às 9h em frente à Catedral de Brasília.

Do G1 DF
Manifestantes contra a discriminação participaram nesta quarta-feira (18), em Brasília, da II Marcha Nacional Contra a Homofobia. Os manifestantes pedem a aprovação no Congresso do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122. O texto torna crime atos de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
2ª Marcha Nacional Contra a Homofobia na Esplanada dos Ministérios (Foto: G1 DF) 
Manifestantes participam de ato contra a homofobia em frente ao Congresso Nacional; veja mais fotos (Foto: G1 DF)
A manifestação foi organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Segundo os organizadores, 40 ônibus de todo os países trouxeram os manifestantes. Eles se concentraram em frente à Catedral de Brasília por volta de 9h e partiram em passeata até o Congresso Nacional.
Manifestantes caminham na Esplanada dos Ministérios (Foto: G1 DF)Marcha contra a homofobia na Esplanada dos
Ministérios (Foto: G1 DF)
“Queremos que o Congresso Nacional faça valer as nossas leis, assim como o Supremo Tribunal já fez”, afirmou a secretária geral da ALGBT, Irina Bacci.
À tarde, eles planejavam realizar um abraço simbólico no Supremo Tribunal Federal, que no começo de maio reconheceu a união estável entre homossexuais.
O Grupo de Pais de Homossexuais (GPH) esteve  à frente dos manifestantes durante todo o percurso. “Nós estamos aqui para dar apoio aos nossos filhos e a todos os pais de homossexuais também. Temos orgulho deles”, disse Jacinta Fonte, integrante do grupo.
Outras manifestações
Desde o começo da semana, diversos eventos foram realizados sobre o tema em Brasília. Na segunda-feira (16), a Universidade de Brasília (UnB) sediou um seminário sobre diversidade.
Na terça-feira (17), Dia Mundial de Combate à Homofobia, foi entregue a parlamentares um abaixo-assinado com 100 mil assinaturas de apoio ao PLC 122. À noite, cerca de 200 estudantes fizeram um 'beijaço' em protesto contra o preconceito sexual na UnB. Também foi realizada uma vigília pelas vítimas de homofobia no pátio da Biblioteca Nacional de Brasília.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Queda da lei homofóbica na Uganda!


A lei que prevê a pena de morte para gays foi barrada após petição de mais de 1,6 milhão de assinaturas pela Internet.
por Redação MundoMais

Frank Mugisha, líder da comunidade gay na Uganda.Frank Mugisha, líder da comunidade gay na Uganda.

A lei homofóbica da Uganda caiu! Parecia que seria aprovada na semana passada, mas depois da petição com 1,6 milhão de assinaturas entregues ao parlamento, das dezenas de milhares de chamadas telefônicas para os governos, das centenas de reportagens na mídia sobre a campanha e de uma manifestação global massiva, os políticos ugandenses desistiram da lei.
Estava prestes a ser aprovada -- extremistas religiosos tentaram aprovar a lei na quarta-feira (11), e então concordaram com uma sessão de emergência sem precedentes na sexta-feira (13). Mas a cada vez, no espaço de algumas horas, milhares de pessoas reagiram. Com esta manifestação, milhares de pessoas inocentes na comunidade gay da Uganda não acordam nessa manhã enfrentando a execução apenas por causa de quem escolheram amar.
Frank Mugisha, um corajoso líder da comunidade gay da Uganda, enviou ao site da Aavaz , que realiza as petições online, a seguinte mensagem:
Corajosos ativistas LGBT ugandenses e milhões de pessoas ao redor do mundo ficaram juntos e enfrentaram essa horrenda lei homofóbica. O apoio da comunidade global Avaaz pesou na balança para evitar que essa lei fosse adiante. A solidariedade global fez uma enorme diferença.
O Alto Representante da Secretaria de Negócios Estrangeiros da União Europeia também se manifestou:
Muito obrigado. Como vocês sabem, em grande parte graças ao lobby intensivo e esforço combinado de vocês, de outros representantes da sociedade civil, da União Europeia e outros governos, mais nossa delegação e embaixadas no local, a lei não foi apresentada ao parlamento esta manhã. (referindo-se à manhã de sexta-feira)
Essa luta não acabou. Os extremistas por trás dessa lei podem tentar novamente dentro de apenas 18 meses. Mas essa é a segunda vez que a manifestação global através de assinaturas online ajuda a derrubar essa lei. A Aavaz compromete-se a dar continuidade até que os 'propagadores do ódio' desistam.
Transformar as causas mais profundas da ignorância e do ódio por trás da homofobia é uma batalha histórica e de longo prazo, uma das grandes causas da nossa geração. Mas Uganda tornou-se uma linha de frente nessa batalha, e um símbolo poderoso. A vitória lá ecoa através de muitos outros lugares em que a esperança é extremamente necessária, mostrando que bondade, amor, tolerância e respeito podem derrotar ódio e ignorância.
Se você já votou, na página da Aavaz, avise seus amigos para que se manifestem. Para votar,
CLIQUE AQUI

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mais de 5 mil gays e um lindo arco-íris colorem Brasília na II Marcha Nacional LGBT

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Nesta quarta-feira, depois do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, mais de 5 mil militantes e simpatizantes da causa LGBT marcharam em Brasília em agradecimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que regulamentou a união gay e pedindo ao Congresso Nacional que aprove o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. A Esplanada dos Ministérios foi tomada por faixas e bandeiras do arco-íris, levadas por pessoas que vieram de caravanas de todas as regiões do país. No final do dia, um lindo arco-íris se formou em cima do Congresso, um prelúdio para a esperança dos LGBTs que pedem que o parlamento aprove o PLC 122, dando um basta no preconceito.

Os manifestantes estenderam as mãos e abraçaram o prédio do STF em agradecimento a decisão do dia 5 de maio. O evento também comemora o diz 17 de maio, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, que marca a retirada da homossexualidade da lista de doenças da Organização Mundial da Saúde, com a publicação da CID 10 em 1990.

Com o coro “Fora homofobia, homofobia fora, fora homofobia já chegou a sua hora”, os manifestantes pediam o fim da discriminação e a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia, tornado crime qualquer insulto, discriminação ou violência motivada por orientação sexual. O PL 122 altera a lei do racismo, incluindo, além da discriminação por orientação sexual, a discriminação por gênero, e ainda o preconceito contra idosos e deficientes.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Preta Gil afirma ser bissexual e fala em 'banda podre' entre os parlamentares

Brasília - Ao participar nesta terça-feira do 8º seminário LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) na Câmara dos Deputados, a cantora Preta Gil disse ser bissexual assumida e falou em "banda podre" entre os parlamentares. "Em todo lugar que a gente frequenta tem a banda podre. E aqui tem um deputado que é a banda podre. Eu não quero e não vou citar o nome dele, porque o que ele quer é Ibope, o que ele quer é aparecer às nossas custas", disse, sem afirmar se falava ou não de Jair Bolsonaro, um forte ativista contra a legalização dos direitos dos gays.
A cantora garantiu que vai "trabalhar para fazer com que ele não seja reeleito no Estado do Rio de Janeiro". Preta Gil foi convidada para o seminário depois de protagonizar uma polêmica com o deputado Bolsonaro, que, em entrevista ao programa CQC, da Bandeirantes, fez duras críticas à cantora, chamando-a de promíscua.
"Com esse episódio, não me sinto diminuída. Eu fui fortalecida. É assim que a gente vai saber a cara dos nossos inimigos, e a gente vai ter que lutar com eles. Mas a gente vai lutar com a alegria, com a música e, felizmente, com o Legislativo, que está aqui", disse a cantora.

Depois de dizer que é bissexual "com muito orgulho", Preta Gil afirmou que não tem nada a esconder. "Eu pago meus impostos, crio meu filho com dignidade". A cantora também fez uma crítica contra o que chamou de "pseudo-humoristas". "Brasília está sempre cheia de pseudo-humoristas, muitas vezes ajudando a expor, a esclarecer, outras vezes nem tanto. Muitas vezes colocando a gente pra baixo, diminuindo nossa autoestima".

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/05/17/preta-gil-afirma-ser-bissexual-e-fala-em-banda-podre-entre-os-parlamentares/

Associação LGBT entrega 100 mil assinaturas contra homofobia


Beto Oliveira
Seminário defendeu apoio a propostas em tramitação no Congresso.
O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT), Toni Reis, entregou à presidente em exercício da Câmara, deputada Rose de Freitas, um abaixo-assinado com cerca de 100 mil assinaturas em apoio ao Projeto de Lei 5003/01, da ex-deputada Iara Bernardi, que criminaliza a homofobia. Aprovada pela Câmara em 2006, a proposta está no Senado (PLC 122/06).
“Somos a favor da liberdade de expressão, mas ninguém pode expressar opiniões que incitem a violência”, afirmou. As assinaturas também foram entregues à senadora Marta Suplicy, 1ª vice-presidente do Senado, para que sejam levadas ao presidente daquela Casa, José Sarney.
O ativista elogiou a campanha contra homofobia lançada ontem pelo governo do Rio de Janeiro. A medida faz parte do plano de combate à homofobia no estado, que prevê a aplicação de R$ 7 milhões por ano em ações contra a discriminação. Segundo Marta Suplicy, uma ação desse porte não é pouca coisa.
Eles participaram da abertura do 8º Seminário LGBT, realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia. O evento, promovido pelo Congresso com o apoio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), tem como slogan "Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”.
O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), está coletando assinaturas para apresentar esta PEC, de sua autoria, que prevê o casamento de pessoas do mesmo sexo. É necessário que 171 parlamentares subscrevam a proposta.
O seminário foi organizado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional e pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Casamento civil
Jean Wyllys disse que a ideia de que o seminário tivesse como tema central a aprovação do casamento civil de homossexuais foi tomada antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, no início deste mês, a união estável em relacionamentos homossexuais.
“Foi uma divisão de tarefas: na Câmara, a defesa do casamento; na marcha, o combate à homofobia”, disse em referência à Marcha Nacional LGBT que acontece nesta quarta-feira (18).
A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), disse que a luta por direitos LGBT não inclui o casamento religioso entre homossexuais. “Cada igreja faz o casamento religioso segundo suas regras. Não queremos pautar nenhuma igreja, mas queremos que todos os cidadãos tenham a mesma lei”, afirmou.
Segundo a presidente da Comissão de Diversidade Sexual do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adriana Galvão, a interpretação do STF sobre a união civil homossexual foi “construtiva”. Segundo ela, a decisão do Supremo não significa que o Congresso não deva legislar e aprovar o casamento homossexual.
Plano Nacional de Educação
A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), afirmou que entidades LGBT e parlamentares terão audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, hoje às 17 horas, para garantir que o projeto “Escola sem Homofobia” seja posto em prática.
Segundo ela, uma das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é sobre o convívio com as diversidades e o diálogo com as temáticas LGBT deve fazer parte do debate.
Manuela d'Ávila também disse que a comunidade LGBT precisa estar atenta às discussões do PNE. “É preciso que tenhamos uma escola que respeite o ser humano em sua diversidade”, disse. De acordo com ela, é preciso que a escola seja um espaço que reproduza a sociedade sem preconceitos, “em que queremos viver”.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou material produzido pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) contra uma cartilha do Ministério da Educação sobre combate à homofobia nas escolas. “Recurso público não pode ser usado para fomentar o ódio, mas para políticas públicas”, disse.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ralph Machado

'Conservadorismo' no Congresso é obstáculo a direitos de gays, diz Marta


Vice-presidente do Senado disse que diálogo pode vencer resistências.
Ela participou do 8º Seminário LGBT, realizado na Câmara nesta terça.

Robson Bonin Do G1, em Brasília
A senadora Marta Suplicy e o coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), durante seminário na Câmara  (Foto: Agência Câmara) 
A senadora Marta Suplicy e o coordenador da
Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT,
deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), durante o
seminário na Câmara (Foto: Agência Câmara)
A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), afirmou nesta terça-feira (17) que o "conservadorismo de setores do Congresso" é o maior obstáculo à aprovação de leis para garantir direitos a homossexuais.
Relatora de um projeto que prevê punições para quem discriminar homossexuais, a senadora afirmou que trabalha por um diálogo que crie condições para a votação de um texto que, embora não seja o ideal, possa ser o “possível” de ser aprovado.
“O conservadorismo de setores do Congresso representa um grande desafio. Mas o parlamento é a capacidade de dialogar e tentar, senão o projeto ótimo, mas o que possa ser possível [de ser aprovado]”, afirmou Marta, que nesta terça participou da abertura do 8º Seminário LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais –, promovido pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional. O evento será realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia.
cantora Wanessa (Foto: Beto Oliveira/Agencia Camara) 
A cantora Wanessa Carmago na
abertura do 8º Seminário LGBT (Foto:
Beto Oliveira/Agencia Camara)
O projeto relatado por Marta Suplicy está em discussão na Comissão de Direitos Humanos do Senado e prevê punições para quem impedir manifestações de afetividade entre homossexuais em locais públicos, quem recusar ou sobretaxar a compra ou a locação de imóveis em razão de preconceito, ou quem, pelo mesmo motivo, prejudicar recrutamento, promoção profissional ou seleção educacional.
Parlamentares de alas conservadoras criticam a proposta por acreditar que ela poderia restringir o direito de culto e expressão.
Na quinta (12), a própria Marta Suplicy chegou a retirar a proposta da pauta da comissão para debater mais as divergências. Ao justificar a retirada da matéria, ela argumentou ter ficado impressionada com a rejeição por parte de igrejas cristãs, diante do temor de que a proposta poderia restringir liberdades de culto e de expressão.
Diante do impasse, a relatora incluiu no texto do projeto um adendo, segundo o qual as punições não seriam aplicadas à "manifestação pacífica de pensamento decorrente de atos de fé, fundada na liberdade de consciência e de crença".
Caso passe na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o projeto seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e, se aprovado, para o plenário da Casa. Caso receba o aval do Senado, a matéria retornará à Câmara, uma vez que foi modificada pelos senadores.
Seminário
O evento promovido pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional nesta terça (17) pretende debater temas como o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia e a necessidade de atuação do Legislativo nessas questões. O seminário também faz parte das comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia.
O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que o seminário pode dar força à tramitação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, que prevê o casamento de pessoas do mesmo sexo.
"Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição que eu elaborei e estou colhendo assinaturas para poder iniciar a tramitação. É importantíssimo pensar isso junto com os deputados da frente e com os movimentos sociais”, afirma. Para apresentar a PEC são necessárias 171 assinaturas.
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) promete participar do seminário para criticar pontos do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), como o que chama de  “kit gay” - filmes e cartilhas contra a discriminação sexual que o MEC deve começar a distribuir nas escolas de ensino médio no segundo semestre.
Sobre possíveis manifestações contrárias aos temas defendidos pela frente parlamentar LGBT por parte do parlamentar do PP, Jean Wyllys disse que Bolsonaro será ouvido, caso tenha a intenção de falar durante o seminário.
"Se ele aparecer, será recebido como qualquer outro deputado. Vai ser ouvido, porque defendemos o amplo direito à liberdade de expressão. O que não pode é incorrer na insensibilidade ou ofensa ao público LGBT", disse Wyllys.

domingo, 15 de maio de 2011

Uganda adia votação


O deputado David Bahati, relator do projeto de lei, não conseguiu realizar a votação nesta sexta.
por Redação MundoMais

UGANDA - Um polêmico projeto de lei que pretende instituir, entre outros, a pena de morte para homossexuais, pode ser votado na próxima semana, segundo afirmou nesta sexta-feira o deputado David Bahati, promotor da legislação e membro do partido governamental Movimento de Resistência Nacional (NRM).
A orientação sexual homossexual já é considerada crime no país africano, embora as punições ainda não cheguem ao extremo de enviar os infratores para o corredor da morte. Depois de muita pressão de grupos ativistas - foi criada, na internet, uma petição contra a Lei - e da própria comunidade internacional, porém, o Parlamento ugandense deixou de votar o projeto nesta sexta e resolveu adiá-lo para a próxima semana.
Não há emendas ou mudanças possíveis que possam justificar a aprovação deste odioso projeto, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, ao condenar a possível lei.
O projeto de lei chegou a entrar na agenda da Câmara de Uganda, previsto para ser votado ao final da sessão, mas ela acabou não sendo debatida por falta de tempo e de parlamentares, segundo Bahati. Não a debatemos hoje porque não há gabinete, disse. Segundo ele, a legislação não pôde ser discutida porque o Parlamento não pode tratar de nenhum assunto sem um Governo legalmente ativo.
O presidente do país, Yoweri Museveni, foi reeleito em 18 de fevereiro para outro mandato de cinco anos, após 25 anos no poder, mas ainda não designou oficialmente seu governo. Na quinta, ele jurou o cargo, mas ainda tem que reformar as estruturas do governo.
O projeto de lei foi apresentado originalmente em 2009, e contemplava endurecer as penas para os homossexuais do país com a prisão perpétua, ou até pena capital em alguns casos, quando o envolvido fosse soropositivo. Em março, o governo havia refutado o projeto por considerar que já havia, na legislação vigente, espaço que tratasse da homossexualidade como crime.
Em 26 de janeiro, o ativista gay David Kato foi assassinado em sua casa na cidade de Mukono, a 24 quilômetros ao leste de Campala. À imprensa, o porta-voz americano Toner, declarou que tanto o presidente Barack Obama como a secretária de Estado Hillary Clinton expressaram publicamente que a proposta é "inconsistente" com "os padrões e obrigações universais em direitos humanos".
Para votar contra a lei, CLIQUE AQUI.

Comemorações ao Dia Mundial e Nacional contra a Homofobia acontecem na Capital


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NotíciasMS/RC
Com o objetivo de chamar a atenção dos governos e da opinião pública, os Estados brasileiros promovem eventos em comemoração ao Dia Mundial e Nacional contra a homofobia que acontece na data de 17 de maio. A opressão, marginalização, discriminação e exclusão social de cidadãos e cidadãs LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) são focos do evento.
Diversos países também comemoram a data, que simboliza a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990, de desclassificar a homossexualidade como doença. 
Em Campo Grande, o Centro de Referência e Combate à Homofobia (CentrHo), ligado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), luta desde 2006 pelos direitos civis dos homossexuais, pelo combate à discriminação e homofobia e para o desenvolvimento das políticas de defesa dos direitos e da cidadania LGBT.
Mais informações pelo telefone: 3324-0763. 

sábado, 14 de maio de 2011

Vice-diretora baiana é exonerada por questionar opção sexual de aluno

Secretaria de Educação da Bahia informou demissão nesta sexta (13).
Funcionária afirmou que flagrou aluno de 11 anos fazendo "indecência".

Do G1 BA, com informações da TV Bahia
carta suspensão (Foto: Reprodução/TV Bahia) 
Ex-gestora enviou uma carta para a mãe do aluno
(Foto: Reprodução/TV Bahia)

Foi exonerada do cargo nesta sexta-feira (13) a vice-diretora da Escola Estadual Armandina Marques, Margnólia Oliveira, que perguntou a preferência sexual de um aluno de 11 anos. “A orientação repassada a todos os gestores de escolas públicas é de atuação pedagógica na perspectiva de construção do indivíduo e sua cidadania, com inclusão social, de gênero e de respeito à diversidade”, informa nota da Secretaria de Educação do Estado da Bahia.
A ex-gestora Magnólia suspendeu o aluno por dois dias após ter flagrado a criança, segundo ela, “fazendo ousadia e indecência” com um colega, na última sexta-feira (6). “Eu estava balançando a cabeça de um colega e a vice-diretora perguntou se eu gostava de homem ou de mulher”, relata a criança.
O tal colega não foi suspenso porque a então vice-diretora compreendeu que ele estava sendo assediado. Magnólia ainda escreveu uma carta para a mãe do garoto o chamando de “menino indecente” e repetindo a pergunta sobre a preferência sexual.
“Ela perguntou a ele se preferia o sexo feminino ou masculino e no final me mandou prestar atenção no meu filho. Eu acho que nessa carta, ela afirmou o que disse ao meu filho. Porque ela me mandou prestar atenção nele? Eu sei o sexo dele. Ele é uma criança!”, desabafou a mãe do garoto, que não quis se identificar.

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/05/vice-diretora-da-bahia-e-demitida-por-questionar-opcao-sexual-de-aluno.html